Na sexta, um dos meus cachorros completará 10 anos. Antes dele, eu tinha um filhote manhoso e escandaloso, que foi roubado em Belém-Pará, onde morávamos. Para me consolar, meu pai me deu outro, o Zequinha. Todo mundo ri do nome do meu pobre cachorro! O nome foi escolhido pelo meu pai: “Ele tem cara de Zequinha”. Lembro da primeira vez que nos vimos. Ele era magrinho e não sabia nem correr! Foi crescendo e ficando arteiro: puxava a roupa do varal e arrastava pelo chão, fazia muito barulho brincando com garrafas de plástico... Um dia, minha mãe, já estressada com ele, abriu o portão de casa e o mandou embora. Mas Zequinha não saiu. Ficou sentado no quintal, olhando para ela e abanando o rabinho. No fim do ano 2000, acordei com uma movimentação estranha em casa. Tentei descobrir o que estava acontecendo, mas minha mãe me empurrou para o quarto. Foi espiando pela janela que descobri o que tinha sido acontecido: Zequinha havia sido atropelado quando meu pai o levou para passear! Por sorte o motorista era gente boa: conseguiu um veterinário rapidamente, pagou todas as despesas e ainda ia visitar Zequinha todos os dias. Foi um grande susto. Pensei que eu fosse perder o amigo canino que gostava de oferecer a patinha gratuitamente e de comer capim-limão no quintal. Esse atropelamento nunca será esquecido, pois até hoje Zequinha manca de uma patinha. Em janeiro de 2001, voltei com minha família para o RJ, mas viemos de avião e Zequinha com o caminhão da mudança. Fiquei preocupada na despedida, mas o cara do caminhão garantiu que estava acostumado a transportar animais. As semanas foram passando e nada dos móveis e de Zequinha! O caminhão teve um problema e demorou muito mais do que o esperado. E como Zequinha estaria após a longa viagem pelas estradas brasileiras? Preciso dizer que, depois dessa aventura, ele se transformou em outro cachorro! Já não era mais agitado (e louco!). Agora era carinhoso e comportado. Felizmente o cachorro paraense se adaptou bem ao clima da minha cidade. Aos 10 anos, esbanja disposição! É, uma amizade de 10 anos tem um valor incalculável. Lembro disso toda manhã, quando abro a porta e vejo Zequinha saltitar alegremente ao meu redor.

 

 

Sem detalhes, ok?
Conversas sobre sexo ainda são consideradas extremamente constrangedoras por muita gente (logo no país do bundalelê?). Não sinto vergonha de falar de sexo se a conversa for séria. Consigo conversar numa boa sobre sexo com minha mãe, com minhas amigas e até com amigos próximos. É importante tentar ver o sexo com naturalidade e não como um monstro ou como uma coisa suja. Conversar com pessoas de confiança é um exercício para aliviar a tensão em torno do assunto e a vergonha. Agora, se vira baixaria, pulo fora! Quase todo mundo tem aquela amiga um pouco mais linguaruda que adora narrar/contar os mínimos detalhes de suas relações sexuais... Acho isso estranho. Muito estranho. Não estou interessada! É sério, amiga!

(Texto para o Tudo de Blog)